A reciprocidade do amor próprio

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“Há tanta coisa por vir, e as pessoas preferem se prender a algo que nunca existiu”. Tudo bem que essa é uma frase de efeito totalmente clichê, mas ao meu ver é a mais pura verdade.

Eu sempre fui daquelas que só acredita vendo. Se eu não estou sentindo, se a pessoa não está retribuindo da forma certa, ou se a pessoa não sabe do que estou sentindo eu me afasto. E desapego. Porque se eu não estou tendo a reciprocidade que mereco, pra mim não existe. E por que eu tenho que estar presa a isso? Tanta coisa real nesse mundo infinito aí pra eu viver e eu parada, fantasiando algo que nunca existiu?

O fato de eu ser extremamente realista ajuda. Taurina nata, vocês sabem. É muito difícil tirar os pés do chão. Ter ilusoes pra mim é proibido. Sempre achei que era perda de tempo. Sempre achei que a vida é pra ser vivida, não imaginada.

Paixões plantônicas nunca me agradaram. Não que eu nunca tenha tido, claro. Mas sempre fiz com que tornasse real, e se não desse certo, eu desapegava de um vez. Pra quê continuar com algo que não está te acrescentando nada, além de lágrimas desnecessárias e uma bad infinita? Pra que perder tempo com quem nem sabe que você existe? Ou sabe e prefere não saber? Ou simplesmente lembra de você nas noites entediantes de domingo, enquanto você lembra todos os dias?

Amor não é equilíbrio. Amor é inconstante, inseguro,  é confuso, eu sei. Mas por que não pode ser recíproco? Por que não trazer segurança? Se você quer viver na corda bamba, perdendo outros sonhos que podem ser tornar reais, tudo bem. Mas eu prefiro viver na segurança do meu amor próprio. Ele é real, é recíproco e me faz muito bem. Obrigada.

Como se nunca tivesse existido

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”Eu achei que nós éramos amigos”: essa com certeza é uma das frases que mais se repetiram eu meu coração a minha vida toda. A mesma história sempre se repetindo: eu conheço uma pessoa, confio nela depois de pouca resistência, a coloco em um lugar em meu coração, ela me decepciona, eu não a perdoo e a expulso da minha vida. Simples.

Eu não consigo perdoar as pessoas. Eu sempre achei que desculpas são apenas palavras, e o que você faz não tem volta. Por isso é preciso pensar bastante no que você fala ou faz com o outro, porque pode ser a última vez.  Comigo sempre é a última vez.

Eu dou chances para as pessoas, até porque eu também erro. Eu erro todos os dias. Mas minhas chances são silenciosas. Só eu sei. Ninguém mais sabe. Então quando meu limite chega, não tem palavras, demonstrações de afeto ou desculpas que me façam voltar atrás. Por que dá valor as pessoas só quando as perde? Por que não foi  todos os dias a pessoa que tenta ser quando quer ser perdoado?

Meus sentimentos sempre foram muito transparentes e quem me conhece sabe como eu sou. Sabe o que eu gosto e não gosto, o que me magoa. O que me faz amar. Não tem porque uma pessoa que sabe praticamente tudo ao meu respeito errar comigo de uma maneira que sabe que eu não perdoo. Você abre seu coração para alguém, ela vai lá e entra e faz uma bagunça no que mais te machuca, sai e depois volta querendo colo. Como lidar com isso?

Eu sou conhecida como a “menina que não perdoa os amigos”. A que possui amizades com prazo de validade. A oito ou oitenta. Ou ama, ou odeia. Ou tem amigos, ou tem inimigos. Sim, essa sou eu. Eu amo muitas pessoas em minha vida, e faço de tudo para não magoá-las porque só eu sei como dói. Por mais que meu coração seja grande, aqui dentro só fica pessoas selecionadas. Pessoas que me fazem bem. Pessoas que estão ao meu lado quando eu preciso e me dão pelo menos um pouco de segurança. E reciprocidade.

Mas meu coração também se ama demais. Eu me amo demais. E eu posso em um dia,  me  afastar de alguém que esteve ”do meu lado” por anos, por motivos que para os outros não são nada, mas pra mim pode ser tudo. Tudo o que me destrói.

Eu já perdi a conta de como me deixei enganar com pessoas ao meu redor. E de como as perdi por conta da minha dificuldade em perdoar. Pelo meu amor próprio que muitas vezes adormece. As vezes até morre. Então eu fecho meu coração, eu me afasto, bloqueio de redes sociais. Bebo. Choro, eu sofro, eu caio. Mas quando eu levanto, abro meu coração novamente e recomeço. Tanta gente no mundo, por que eu vou sofrer por quem não quis estar ao meu lado? Eu não preciso de ninguém que não queira estar comigo.

E a única coisa a fazer em relação a essas pessoas é tratar como se nunca tivessem existido. Sempre.

 

 

Eu sou aquela que surta

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Eu sou aquela que surta. Eu sou aquela que dá tudo de si. Eu sou aquela que presta atenção com uma lealdade infinita a tudo o que lhe falam. Eu sou aquela que não se preocupa com sua vida como se preocupa com a vida daqueles que ama. Eu sou aquela que sente intensamente os problemas dos outros.

Eu sou o porto seguro. Eu sou aquela que coleciona corações alheios pelo simples fato de querer cuidar. Eu sou aquela que pensa no outro mais do que pensa em si. Eu sou aquela que faz pelos outros o que não fizeram por ela. Eu sou aquela que carrega. Pesos, pessoas, passado.

Eu sou aquela que erra, mas que conserta. Eu sou aquela que pede desculpas, vai átras, demonstra o que sente, quando sente que pode ser recíproco. Aquela que espera com uma paciência do tamanho do mundo. Eu sou aquela que pensa no amanhã da vida daqueles que ama, mas não pensa no seu.

Eu sou aquela que busca reciprocidade em tudo. Mas não consegue retribuir a si mesma. Eu sou aquela que não importa com a própria vida, que não se ouve, não se permite viver. Não se entende. Eu sou aquela que comete erros em relação a sua vida, mas não tem paciência pra consertar. Eu sou aquela que pede desculpa, mas não perdoa. Não se perdoa.

Eu sou aquela que no fundo queria ser pra o que é para o mundo.  Eu sou aquela contradição constante que fica, querendo ir. Que vai, querendo ficar. Eu sou aquela que surta.

Você era a minha notificação preferida

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Eu sinto sua falta. Eu sinto falta da nossa conexão. E o que eu mais sinto falta é da atenção que me dava quando ninguém mais me dava. O fato de prestar atenção em qualquer besteira que eu falava. E sempre me fazendo rir. De mim mesma. Você me fez gostar de mim.

Outra coisa que me faz falta é a simplicidade com que você encarava a vida. E como não se esforçava pra ser o que você é. Talvez eu tenha me apaixonado por tudo o que você não me contou. E por tudo que me contou mesmo não gostando de contar pra ninguém.

Eu sinto falta de lutar contra meu sono só pra conversar horas e horas com você. Brincando de ilusão. Com você eu podia brincar. Com você eu me libertava do tédio constante da vida, pra ter uns momentos em que eu podia ser eu mesma, sem me auto prender. Eu me sentia livre.

Eu sinto falta de você em tudo o que vejo. Porque tudo me faz querer correr e te contar. Ninguém achava minha vida tão interessante como você. Nem eu mesma. Você me fez gostar da minha vida.

Eu sinto falta do meu coração acelerado quando você era a minha notificação preferida. E de todas as vezes que eu me assustava porque não entendia como isso podia acontecer. Eu sinto sua falta porque você, sem saber, me apresentou um mundo em que a ilusão não é tão proibida como pensei que fosse. E eu te agradeço por isso.

Eu te agradeço por todos esses sentimentos confusos que deixou em mim. E por me lembrar que mesmo depois de tantos anos, eu ainda posso sentir.

Ela encontrou a si mesma

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Out of the woods é uma música  que eu não dei muita atenção quando ouvi o 1989, último álbum que Taylor Swift lançou.  Mas como todas as outras vezes, ao lançar o clipe e depois de muito refletir, ela me conquistou intensamente. Um clipe cheio de simbolismos, fotografia impecável e uma interpretação maravilhosa da Taylor.

Taylor Swift é conhecida por compor músicas baseadas em sua vida pessoal, principalmente sobre seus vários relacionamentos amorosos, o que a torna alvo de muitas críticas. Mas como todo relacionamento, suas músicas também nos traz bastante aprendizado, e essa é uma das coisas que mais amo em seu trabalho.

‘’Fora de perigo’’ é a tradução do nome e do refrão da música que fixou em minha cabeça de um jeito que não quis mais sair. Mas mais do que isso, o clipe, a mensagem que a música quis passar e a letra me conquistaram de uma forma inexplicável, que me fez lembrar o que eu já vivi.

Taylor ao compor a música, teve como inspiração um rápido, mas conturbado relacionamento que ela teve há alguns anos átras. Um relacionamento em que em pouco tempo ela viveu tudo o que se pode viver: o amor, a decepção, a dor e o renascimento. O seu renascimento.

No clipe, depois de passar por toda os problemas que a causaram tanta dor, e se perder depois que perdeu seu grande amor, ela se encontra. Ela renasce. Ela supera. E essa com certeza é a maior coisa que lhe aconteceu. Como pode nos acontecer quando perdemos alguém que amamos.

Toda perda é dolorida, mas toda perda é um aprendizado. Não se perca só porque perdeu alguém. Faça melhor, se encontre e renasça. Sempre.

” Ela o perdeu. Mas encontrou a si mesma. E isso de alguma forma, foi tudo. ”

Assista o clipe aqui:

 

Para que serve a ilusão?

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O que eu sinto por você vai além de saudades. Saudades eu sempre sinto. Minha vida é sempre saudade. Mas de você eu sinto arrepios só de lembrar do que suas palavras me fizeram sentir, o que minha mente imaginou e como inquieto meu coração ficava toda vez que você aparecia em uma simples notificaçāo. Porque o que tivemos não pode ser chamado de sentimento quando sequer nos tocamos. Ou pode?

Como explicar uma sensação que eu tive com alguém que nunca me tocou, mas que me tocou mais do que qualquer outro em minha vida? Como se o pouco tempo que estivemos emocionalmente juntos, mas fisicamente distantes fosse maior que qualquer contato que já tive? Como explicar que eu senti por alguém que está tão longe, o que ninguém me fez sentir estando ao meu lado?

O sentimento foi tão instantâneo,  que eu cheguei a pensar que você sairia da minha mente com a mesma intensidade. Mas não. Ele chegou, ficou e você se foi. E ter a certeza que eu nunca o verei, mas que posso te sentir na minha mente como eu quiser já me dá uma sensação de alivio, por saber que de alguma forma você sempre estará perto de mim. Eu posso lembrar e posso inventar, e me perder no que foi verdade, ou no que foi ilusão. E não é pra isso que serve a ilusão?

Que tipo de amor é esse?

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Eu sempre me deparei com situações em que uma mulher está em um relacionamento que pra ela é perfeito, mas que para as pessoas de fora, é destrutivo e infeliz. São os chamados relacionamentos abusivos. Esse tipo de relacionamento é fácil de identificar, porque são sempre as mesmas coisas absurdas que se repetem.

”Ele me trata mal, mas gosta de mim. ” Isso é uma das coisas mais contraditórias que já ouvi. Por que uma pessoa que gosta de você está te tratando mal? Quando a gente gosta de alguém, o nosso coração só quer oferecer carinho. Se acontecer o contrário, não existe nenhum tipo de sentimento bom envolvido nisso.

”Você não entende, é o jeito dele, mas ele me trata bem na maioria das vezes”. Está bom para você uma pessoa te tratar bem na maioria das vezes, quando o mínimo que ela tem que fazer é te tratar bem sempre? Até porque isso tem a ver primeiramente com boa educação. Justificar os erros da pessoa com os seus poucos acertos não é uma atitude inteligente. Errar é humano sim, mas quem erra constantemente não é humano, é ruim. Vai querer ao seu lado uma pessoa ruim?

”A verdade é que ele sempre fala que é bom demais pra mim, se está comigo até hoje é porque me ama e ninguém mais vai me amar”. Primeiro, ninguém é bom demais pra ninguém nessa vida. Segundo, este pensamento auto depreciativo não vai fazer ninguém te amar um dia. Muito menos ele. Porque para isso acontecer, você precisa se amar primeiro. Ele está com você até hoje, porque é bem confortável pra ele alguém que o ama mais que ele mesmo, provavelmente.

A grande questão dos relacionamentos abusivos é que uma pessoa está no controle de outra mais fraca emocionalmente que aceita esta situação.  Na grande maioria, o homem está controlando a mulher. O homem a põe pra baixo, , as vezes até maltrata a física e psicologicamente, e ela não consegue sair da situação porque o ama. Ou acha que o ama. Mas que tipo de amor é esse, que a pessoa ama com medo? Que não sente segurança? Que sofre todos dos dias e se sente o seu coração preso numa prisão invisível, mas perpétuaa? Isso pra mim não é amor, é doença.

 

Você fez meu coração sentir

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Eu sabia que você iria embora no segundo em que apareceu. Eu sabia que a nossa conexão iria ser instantânea assim como nosso fim. Eu sabia, enquanto eu fingia acreditar que dessa vez você não iria se afastar, que você iria se afastar sim. Mas mesmo sendo igual a todas as outras vezes, dessa vez foi diferente. Eu fui diferente.

Dessa vez eu acreditei em tudo. Dessa vez eu me deixei sentir aquilo que eu sabia que rapidinho ia acabar. Dessa vez eu me entreguei, apesar do meu medo la no fundinho do meu coração cansado. Eu fui até o fim. O fim de algo que eu jamais acreditava: o inicio de um sentimento à distância. Mas o que seria a distância de dois corpos comparada a inevitável distância dos nossos corações confusos, empolgados e infantis?

O que nós tivemos foi tão rápido como o fim desse texto. Mas foi real. E o que se diz por aí que o que os olhos não vêem, o coração não sente. Errado. Meu olhos nunca te viram, mas eu sempre vou lembrar do que você fez meu coração sentir. Sempre.

Ela se perdeu, ele se encontrou

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Você manda uma, duas, dez mensagens: não há resposta. Você liga, celular está desligado. Você pensa: deve estar dormindo, deve ter acontecido alguma coisa, ele não é de esquecer os seus compromissos. Principalmente comigo. Comigo!

Ele some. Por um dia. Ah, deve estar resolvendo algum problema de família. Some por dois dias. Será que não é melhor eu ligar para aquele nosso amigo em comum para ver se ele está bem? Some por uma semana. Some por meses. Simplesmente some. Some de tudo. Te bloqueia nas redes sociais, te bloqueia da vida.

Você fica sem entender. Ele não te retorna, ele não te dá satisfação, ele simplesmente esquece que você existe e você, com o seu coração partido mais uma vez segue a sua vida sem entender nada.

Então ele volta. Volta naquela noite de domingo através de um bip no seu celular. ” E aí sumida?” Você só consegue pensar em meio as batidas do seu coração surpreso ”eu sabia que voltaria”. E você não diz nada, você simplesmente responde, abre novamente a porta da sua vida, do seu coração para alguém que  se foi, mas voltou como se nada tivesse acontecido.

As amigas questionam. Os familiares não entendem. Você não se importa. Ele voltou. A única coisa que você consegue pensar é na possível saudade que ele sentiu de você, enquanto estava passando por um momento difícil, Você se apaixona ainda mais por achar que ele não quis dividir os problemas com você, para não te afetar. ”Ele ficou todos esses meses pensando em mim. Claro”.

Então você olha no espelho e encara a unica pessoa para quem você não consegue mentir: você mesma. Lá no fundo você sabe que ele sumiu, porque simplesmente se cansou de alguém que está sempre disponível para ele. Alguém que ele sabia que poderia fazer o que for, iria voltar pra ele no momento que ele reaparecesse, através de três palavras insignificantes na tela de um celular.  Alguém que insiste em chamar esse sentimento de amor, mas que na verdade é um medo desesperador de ficar sozinha mais uma vez. Pela vigésima vez.

Então, como sempre ele some de novo. E você começa a sentir tudo de novo. Então ele volta, ele some, ele volta. Ele sobe na vida, ele volta. Ele casa, ele volta. Ele vai, mas ele volta.Ele se encontra, vai e volta.  E você continua estagnada em sua vida o esperando, porque ele sempre volta. E você nunca vai.

Em cada partida dele, ele leva os seus sonhos, os seus planos. A sua vida. As pessoas começam a se afastar, a sua vida começa a desmoronar e você se vê sozinha com essa dependência doentia de alguém que nunca está com você, mas você aceita essa situação, porque ele sempre volta.

Então você se perde, em meio a todo esse ciclo vicioso. Perde aquela pessoa que mesmo com todas as idas, você só consegue pensar nas milhares de voltas. Quem te quer, não vai embora. Uma pessoa que vai embora nunca foi sua. E no fim, quando não te resta mais nada, você perde  aquilo que insistia em estar ao seu lado todo esse tempo e você rejeitava: o seu amor próprio.

 

 

 

Ela é âncora, a vida é o mar

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Ela é de touro, ou seja, ela é de lealdade, estabilidade, segurança e reciprocidade. Ela não sabe ser outra coisa a não ser leal a quem ama, leal às suas vontades, leal aos seus desejos. Busca constantemente uma estabilidade que só ela enxerga, uma necessidade invisível aos olhos de quem está de fora e de quem não entende como é viver sem buscar diariamente o novo, o desconhecido.

Ela busca segurança em tudo o que a rodeia. Segurança em sentimentos, lugares, pessoas e até planos. Os poucos planos que ela faz, por estar sempre focada no presente. Se ela não está vivendo aquilo, sentindo  e participando, para ela não existe. O que o seu tato não alcança, acaba sendo inexistente.

Ela está sempre sendo testada. Sua paciência, algo tão grande, mas tão frágil é a sua maior qualidade. Ela não se incomoda por estar na mesma situação por horas, dias, talvez até anos: ela é paciente. Se aquilo lhe trazer conforto e segurança, ela finca as suas raízes e coitado daquele que ousar tirá-la do lugar. A paciência vira raiva.

Ela odeia mudanças. Não consegue lidar com algo que não é mais aquilo que se acostumou. Para ela mudanças significam despedidas, e tirar as raízes da terra, o seu elemento, pode ser dolorido demais. Sua vida não é entediante, é constante. E essa constância lhe traz uma profunda paz.

O seu grande problema é seu apego exagerado. A coisas, pessoas e principalmente lembranças. Se deixar, ela vive várias vezes a mesma vida, se ali encontrar paz. Ela é ciumenta. Possessiva. Daquelas que se deixar, quer controlar o coração dos outros. E proteger. Seu instinto protetor é selvagem. Defende o que ama até mesmo quando não precisa da tal defesa.

Ela é apaixonada pelos prazeres da vida. O que gosta, se entrega totalmente. Seja em um amor passageiro, uma amizade que está por um fio ou até mesmo aquela pizza preferida que insiste em comer sem se importar com a dieta. Ela adora comer, adora comprar, adora viver.

Ela é de touro. E para ela, o sentimento mais nobre do mundo é a reciprocidade. Sentimento esse que é protagonista das suas maiores frustrações. Ela se entrega, ela espera, ela cansa, ela sofre. Mas ela recomeça. Porque sua determinação teima em ser feliz.

Ela é terra, ela é âncora, ela é porto seguro. Ela é desejos exagerados, ela é controle, ela é proteção. Muitos acham que ela se aprisiona em seu mundo, e não aproveita o navegar dos mares. Errado. Ela, com sua personalidade peculiar, sabe mais do que ninguém como é pertencer ao mar da vida, sem tirar os pés do chão.